Drogas: A informação é a melhor prevenção.


26/06/2009


Drogas, atalhos para o nada

Drogas, atalhos para o nada
Estrada que não chega a lugar algum
Apenas conduz as fantasias
Apenas leva para labirintos
Transformando em ilusões e falsas alegrias.


Medos que tentam ser atenuados
Por sentimentos ou ressentimentos encobridos
Medos que procuram ser escondidos
Como se esconder pudesse ser acabado.


Fugas que se tenta a todo instante
Imaginando que se pode dela fugir
Mas que num tempo perto ou distante
Vê que não fugiu e ainda está a se destruir.


Drogas, uma maneira de criar ou materializar ilusões
De expressar inconsciente rejeições
Mas, que no final como sobra
Perdeu-se na estrada, não venceu o medo,
Não fugiu, apenas inutilmente se consumiu.

 
Ataíde Lemos

Escrito por Ataíde Lemos às 11h57
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Dia 26 de Junho - Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas

Dia 26 de Junho - Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas

 


Em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu declarar o dia 26 de Junho como o Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.

As pessoas têm que compreender que as drogas são ilegais porque são um problema; não são um problema por serem ilegais.
(...) Os efeitos nocivos do consumo de drogas não afectam apenas os indivíduos que as consomem, mas também outras pessoas.
Quando produzem os seus efeitos devastadores, (as drogas) não respeitam limites de classe social, raça ou ocupação, nem limites geográficos.
Consumir ou não drogas é uma questão de opção (...). Armemos as pessoas da informação de que necessitam para dizer não à droga ! (...)

(Retirado das mensagens do antigo Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do dia Internacional Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.)


O que são drogas?
As drogas são substâncias que alteram a maneira como as pessoas se sentem, pensam e se comportam.
Qual a diferença entre remédios e drogas?
As pessoas tomam remédios quando estão doentes. Os remédios são legais e devem ser usados com acompanhamento médico. As pessoas drogam-se por vários motivos. Algumas usam para fugir aos problemas, para fugir ao tédio, para se divertir ou mesmo por causa da pressão dos colegas. Às vezes usam drogas para se rebelar contra alguma coisa e acreditam que é uma forma de chamar atenção. As drogas são ilegais, o que significa que a sua utilização pode gerar problemas com a polícia.
Como são as drogas?
As drogas aparecem em diversas formas: comprimidos, pó, plantas, líquidos, óleos ou mesmo bebidas.
Como são as drogas consumidas?
De maneiras diferentes. As drogas podem ser fumadas como cigarros (haxixe, por exemplo), aspiradas pelo nariz (como a cocaína), injectadas por uma seringa (heroína), tomadas como comprimidos e, às vezes, misturadas em bebidas alcoólicas (anfetaminas e ecstasy).
As drogas são perigosas?
As drogas podem ser muito perigosas porque as pessoas reagem de formas diferentes a elas. Uma pessoa pode usar algum tipo de droga e ficar bem, enquanto outra pode ficar muito mal. Além disso, se as pessoas usarem regularmente as drogas tornam-se dependentes, ou seja, têm uma necessidade constante de recorrer a elas para se sentirem bem.
O que as drogas podem fazer ao teu corpo?
O efeito de uma droga é diferente de outra. Ao consumir haxixe as pessoas ficam mais relaxadas; as anfetaminas e o ecstasy dão energia; a cocaína dá a sensação de felicidade. Ainda que numa fase inicial o efeito possa ser agradável, os efeitos dessas substâncias não duram muito tempo. Algumas horas depois do uso de drogas, muitas pessoas começam a sentir-se deprimidas, solitárias e extremamente indispostas.
O que fazer quando algum conhecido usa drogas?
Conta a um adulto em que confies, como os teus pais, os teus professores ou outra pessoa.

(Adaptado de texto informativo retirado de www.unodc.org)

Escrito por Ataíde Lemos às 11h50
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Consumo da cocaína no país quase dobrou, diz ONU

O Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Unodc) divulgou ontem o Relatório Mundial sobre Drogas 2009, celebrando os 100 anos do combate internacional às drogas, em tom de comemoração, ressaltando que 'o mercado global de cocaína, de US$ 50 bilhões, sofreu abalos sísmicos, graças à cooperação internacional'.

O Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Unodc) divulgou ontem o Relatório Mundial sobre Drogas 2009, celebrando os 100 anos do combate internacional às drogas, em tom de comemoração, ressaltando que "o mercado global de cocaína, de US$ 50 bilhões, sofreu abalos sísmicos, graças à cooperação internacional". A produção caiu 15% (a maior queda em cinco anos), o consumo caiu na maior parte dos países ou ficou estagnado. No Brasil, porém, o consumo da cocaína quase dobrou em três anos.>

Em números absolutos, 890 mil brasileiros são usuários, o que representava 0,7% da população entre 12 e 65 anos em 2007. Seis anos antes, esse índice era de 0,4%. Há ainda a questão do aumento no consumo do crack, derivado mais barato da cocaína. Em um ano, o relatório mostra que triplicaram apreensões - de 145 mil para 578 mil quilos. "O crack vicia muito, agravando rapidamente o problema da dependência química", afirma Bo Mathiasen, representante da Unodc no Brasil.

Segundo a Unodc, o descompasso entre queda de produção mundial e aumento de consumo de cocaína no Brasil pode ser explicado pela melhora da situação econômica no País. Além disso, mais estruturados, polícia e serviços de saúde no País implicam mais estatísticas sobre o assunto. "No que diz respeito à produção, o Brasil não incomoda o mundo. O País não produz para exportação. Incomodamos por ser um país de trânsito excelente para o tráfico (que vem de Colômbia, Peru e Bolívia e segue para África e Europa), já que temos fronteiras com os maiores produtores de cocaína do mundo. São 9 mil km que temos de cuidar", analisou o secretário nacional de Políticas Antidrogas, general Paulo Uchoa.

O relatório aponta que a América do Sul foi responsável, em 2007, por 45% do total mundial de apreensões de cocaína. O Brasil foi o 10º em apreensões. A queda na produção mundial, de acordo com a ONU, seria um reflexo não apenas das ações de repressão, mas também do início da queda no consumo nos maiores mercadores consumidores - EUA e Europa, que estão em crise. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Escrito por Ataíde Lemos às 11h43
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22/06/2009


Como Vencer as Drogas?

22/03/2009 09h33
Como Vencer as Drogas?
             Como deixar de consumir algo que aparentemente faz bem emocionalmente?
            Como deixar de fazer uso de algo que provoca uma sensação de conforto e alivio orgânico?
            Como deixar de fazer uso de algo que faz parte do dia a dia, se de certa forma, vivemos o presente e quando o passado não incomoda mais, esquecemos?
            Como deixar de consumir algo que se tornou de uso automático, isto é, quando vem o desejo mesmo sem pensar já está se consumindo?
            Como deixar de consumir algo que não assusta porque não se consegue aceitar dependente, muito menos doente?
            São questionamentos como estes que certamente dificultam as pessoas se darem conta que estão se destruindo. São os prazeres, é a sensação de bem estar que impede de enxergar além do horizonte. Mas, o que também influencia é não buscar outras fontes de prazeres, confortos emocional ficando a enxergar apenas uma única direção, um único caminho a seguir. O que influencia, é a falta de sonhos, de ir ao encontro de novos objetivos de vida além daqueles existentes. O que influencia, é a falta de metas ousadas e corajosas para o futuro. É o acovardamento de enfrentamento das barreiras existentes no dia a dia. O que influencia é enxergar o mundo extremamente pequeno e estreito e vive-lo dentro de uma ótica egocêntrica.
            Na verdade, eu sou aquilo que quero ser e vivo de maneira que pretendo viver, limitando a vida simplesmente, não sendo ousado o suficiente para quebrar os limites existenciais. Devemos procurar sempre expandir nossos limites. Na verdade, nossos limites são construídos por nós mesmo.
            Sair das drogas é ter a coragem de ser ousado. É desafiar a mesmice e mergulhar noutros horizontes, outros mares; é buscar outros propósitos para a vida e entender que mesmo tendo que enfrentar o desejo, o prazer, a sensação prazerosa da droga a vida é mais ampla que se imagina ser.
            Embora, a droga possa dar sensação de liberdade ela limita a vida, ainda que seja apenas um usuário, pois buscar nela um relaxamento, uma ativação sexual é no fundo uma falta de liberdade, pois a liberdade consiste em ter o direito de ser o que quer ser, estar emocionalmente como quiser sem uso qualquer substancia química. Na verdade, o prazer, a liberdade produzida pela droga é mentirosa, a sensação ocorre única e exclusivamente porque ela altera o SNC, então esta liberdade é fictícia.
            Nosso psíquico tem o domínio sobre nosso biológico. Há muitas doenças orgânicas que são psicossomáticas e que, por meio de nosso psíquico podemos alterar o funcionamento de nosso orgânico. A partir do momento que buscamos construir uma nova filosofia de vida; que ampliamos o sentido de nossa existência; que o egocentrismo diminua levando-nos a perceber que fazemos parte da sociedade, isto é, somos uma célula e não um corpo no universo social; que contraímos metas e objetivos certamente, nossa energia, nossa mente se canaliza para esta direção que exclui a droga e então, ela passa a ser algo inexpressível e não atraente.
 
Ataíde Lemos: escritor e poeta 
 
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 Livros publicados:
Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família; O Amor Vence as Drogas; Palavras Expressão dos Sentimentos (poesia)
Blog: www.ataide.recantodasletras.com.br

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Escrito por Ataíde Lemos às 08h01
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