Drogas: A informação é a melhor prevenção.


13/06/2009


Dependência Química

Escrito por Ataíde Lemos às 09h52
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Dependência

Dependência Física

Consiste na necessidade sempre presente, a nível fisiológico, o que torna impossível a suspensão brusca das drogas. Essa suspensão acarretaria a chamada crise da "abstinência". A dependência física é o resultado da adaptação do organismo,independente da vontade do indivíduo. A dependência física e a tolerância podem manifestarem-se isoladamente ou associadas, somando-se à dependência psicológica. A suspensão da droga provoca múltiplas alterações somáticas, causando a dramática situação do "delirium tremens".
Isto significa que o corpo não suporta a síndrome da abstinência entrando em estado de pânico. Sob os efeitos físicos da droga, o organismo não tem um bom desenvolvimento.

Dependência Psicológica

Em estado de dependência psicológica, o indivíduo sente um impulso irrefreável, tem que fazer uso das drogas a fim de evitar o mal-estar. A dependência psicológica indica a existência de alterações psíquicas que favorece a aquisição do hábito. O hábito é um dos aspectos importantes a ser considerado na toxicomania, pois a dependência psíquica e a tolerância significam que a dose deverá ser ainda aumentada para se obter os efeitos desejados. A tolerância é o fenômeno responsável pela necessidade sempre presente que o viciado sente em aumentar o uso da droga.
Em estado de dependência psíquica, o desejo de tomar outra dose ou de se aplicar, transforma-se em necessidade, que se não satisfeita leva o indivíduo a um profundo estado de angústia, (estado depressivo). Esse fenômeno não deverá ser atribuído apenas as drogas que causam dependência psicológica. O estado de angústia, por falta ou privação da droga é comum em quase todos os dependentes e viciados.

Requisitos Básicos da Dependência

1 - forte desejo ou compulsão para consumir a substância;
2 - dificuldade no controle de consumir a substância em termos do seu início, término ou níveis de consumo;
3 - estado de abstinência fisiológica quando o uso cessou ou foi reduzido (sintomas de abstinência ou uso da substância para aliviá-los);
4 - evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;
5 - abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento do tempo necessário para obter ou tomar a substância psicoativa ou para se recuperar dos seus efeitos;
6 - persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por excesso de álcool, depressão consequênte a período de consumo excessivo da substância ou comprometimento cognitivo relacionado à droga.

Escrito por Ataíde Lemos às 09h11
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Mulheres que sofrem de "drunkorexia" trocam comida por álcool

Mulheres que sofrem de "drunkorexia" trocam comida por álcool    

Aos 11 anos, Sueli (nome fictício) era uma criança bastante ativa. Fazia natação, ginástica rítmica e até se envolvia em competições. Seu peso era o esperado para uma garota de sua idade, mas, mesmo assim, Sueli não queria comer.

"De manhã, minha mãe mandava o lanchinho para a escola, mas eu não comia. No início, ele embolorava dentro da lancheira. Depois, comecei a jogar fora. À noite eu jantava, mas vomitava tudo", conta.

Sueli faz parte do grupo crescente de mulheres que, em algum momento da vida, desenvolverá algum tipo de transtorno alimentar --no caso dela, os 4% que sofrem de anorexia nervosa. O dado é do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (Ambulim/IPq).

Seu drama alimentar se iniciou com uma anorexia com vômitos provocados. Mas não parou por aí. Com o repúdio aos alimentos, veio o uso de álcool e de remédios para emagrecer. "Com 13 anos, comecei a fazer regime. Estava pesando 67 kg para os meus 1,68 m quando comecei a tomar remédio para perder peso."

O álcool e as drogas psicoativas costumam ser usados para aliviar a dor e a ansiedade causadas pela fome, mas o contrário também acontece. Alcoólatras -ou alcoólicos, termo preferido por entidades ligadas ao tema- e dependentes químicos podem desenvolver transtornos alimentares.

Segundo uma pesquisa feita com 80 pacientes do Programa da Mulher Dependente Química (Promud/IPq), 56% das mulheres dependentes de álcool ou de drogas que estavam em tratamento tinham algum tipo de transtorno alimentar.

Dessa porcentagem, 41% tinham transtorno do comer compulsivo, 30% tinham bulimia e 8% eram anoréxicas. Os dados foram apresentados no Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade pela psicóloga Silvia Brasiliano, coordenadora do Promud. "As mulheres com transtornos alimentares têm oito vezes mais chance de ter um transtorno relacionado ao álcool e a outras drogas", diz.

A droga mais procurada por quem sofre dos transtornos é o álcool, mas são comuns os casos de uso de anfetaminas, cocaína e crack, que também ajudam a aplacar a fome.

As anoréxicas passam a recusar a comida, mas a aceitar o uso dessas substâncias. As compulsivas geralmente tentam substituir a comida por alguma delas, enquanto as bulímicas juntam, à compulsão, formas de compensar a ingestão de calorias, como vomitar ou usar laxantes e diuréticos.

Foi o que fez Sueli para chegar aos 45 kg. "Durante um bom tempo, fiquei à base só de remédio. Passei 21 dias sem comer, só chupava limão. Comecei a ter quedas de pressão. Aí eu comia e vomitava tudo."

No ano que se seguiu, ela teve grandes alterações de peso e entrou no que se chama de "efeito sanfona". Teve que tomar injeção de corticoides para asma e engordou um pouco. "No fim do mesmo ano, estava com 68 kg. Engordei e fiz dieta de novo. Fui para 78 kg. No início do ano seguinte, eu já estava com 53 kg", lembra.

Para a psicanalista Dirce de Sá Freire, coordenadora do curso de especialização "Transtornos alimentares- obesidade, anorexia e bulimia", da PUC-RJ, a chave dos transtornos alimentares e da dependência de drogas é a mesma: a compulsão.

As duas psicólogas concordam que a sociedade moderna tem sua parcela de culpa nos transtornos. "Nossa sociedade é centrada no indivíduo e há enfraquecimento de vínculo social", afirma Brasiliano.

"Isso abre portas para o que chamamos de patologias do desamparo, como a compra e o jogo compulsivos", completa a coordenadora do Promud.

Dirce de Sá, da PUC-RJ, acredita que esse tipo de comportamento esteja ligado à dificuldade de estabelecer e obedecer a limites. "As marcas do nosso tempo são a falta de limites e o excesso. Estamos sempre à beira da transgressão", diz.

A isso soma-se a busca da imagem ideal, inalcançável para a maioria das pessoas.

"A mídia vê a magreza como padrão ouro de beleza. Há um estímulo a viver perigosamente", afirma o psiquiatra Hamer Nastasy Palhares, do Núcleo Einstein de Álcool e Drogas, do hospital Albert Einstein.

"Drunkorexia"

Musas da música pop como Amy Winehouse e Britney Spears, que frequentemente combinam o uso de álcool e drogas com pouca ou nenhuma comida, costumam influenciar as jovens.

Elas foram a inspiração para o transtorno que vai virar assunto da próxima novela das oito, a "drunkorexia" (em inglês) ou "ebriorexia" (em espanhol). Os nomes não são científicos, mas, segundo Palhares, podem ajudar a esclarecer o problema. "Não é um termo oficial, mas tem um apelo didático. Ajuda as pessoas a identificar que têm um problema", diz.

Embora seja novidade para alguns, os termos já são comuns em blogs de adolescentes. Depois das páginas que encorajavam a anorexia e a bulimia, o assunto da vez é a "drunkorexia".

Ágata (também nome fictício), 19, é um exemplo. Ela e uma amiga criaram uma comunidade no site de relacionamento Orkut para contar suas experiências.

Para não ingerir muitas calorias, Ágata costuma pular refeições e fazer jejum nos dias de festa ou de happy hour. "Evito comer, até para não pesar o estômago, para poder beber à vontade e sentir que minha roupa continua agradável", conta a estudante.

Casos como o de Ágata podem não parecer alarmantes, mas é tênue a linha que os separa da doença. "O divisor de águas é quando a pessoa passa a consumir o álcool a ponto de se envolver em problemas como atrasar no trabalho, provocar uma pequena batida de carro ou restringir a alimentação exageradamente", explica Brasiliano, do Promud.

Antes de frequentar bares ou festas, Ágata teve um "princípio de anorexia". Na época, ela tinha um fotolog onde exibia suas fotos e comunicava os avanços de sua dieta. Com o tempo, porém, a jovem desistiu da ideia e voltou a ganhar peso. "Recuperei todos os sofridos quilos que emagreci", conta.

"De 20% a 30% dos casos de aneroxia envolvem o uso de substâncias psicoativas. É comum haver dieta bastante restritiva e uso de álcool", afirma o psiquiatra Palhares.

Ele lembra que a prática, no entanto, é um péssimo negócio. "Um grama de álcool tem sete calorias, o que é quase o dobro do valor calórico de um um grama de açúcar."

Embora os transtornos alimentares atinjam principalmente as mulheres, eles não são mais problemas exclusivos delas. "Entre 10% e 15% dos anoréxicos são homens. Não é mais uma doença de gênero como se acreditava", diz a psicóloga Dirce de Sá.

Consequências

Ao se deparar com uma página similar à de Ágata na internet, Sueli não se conteve e enviou uma resposta à garota. "Resumi meu histórico para ela e espero que sirva para alguma coisa", diz.

Depois de conviver 25 anos com os transtornos alimentares e a dependência química, entrar em coma alcoólico e tentar o suicídio, ela vê no corpo os efeitos dessa combinação. Sofre de refluxo, hipertensão e problemas intestinais.

Atualmente, Sueli tenta manter sua compulsão sob controle, mas sem ilusões. "Não é fácil, é um problema para a vida inteira", reflete.
Autor: Juliana Calderari
OBID Fonte: Folha de S.Paulo

Escrito por Ataíde Lemos às 08h57
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10/06/2009


Drogas um problema de saúde

Drogas um problema sério de saúde

  
           Gostaria de refletir um pouco da dificuldade existente em convencer alguém que esteja inicialmente fazendo uso de drogas parar como também a dificuldade daquele que já se encontra dependente conseguir deixa-la.

          Pois bem, o que leva alguém manter uso de drogas é o beneficio emocional e orgânico (pré-disposição) existente na grande maioria das pessoas. Certamente, o beneficio inicialmente sentido por aquele esteja no inicio de uma dependência é o emocional, isto é, seu uso leva a pessoa sentir-se um bem estar, um alivio psicológico, um aumento na adrenalina, e isto o faz sempre recorrer a ela quando sente uma necessidade emocional. Outro fator é que, na fase inicial as drogas usadas comumente são a maconha, bebida onde o adolescente, o jovem têm a falsa idéia que são drogas mais leves. É preciso ressaltar também que o uso inicial não é continuo, levando o usuário imaginar que tem controle sobre ela. 

          Abrindo um parêntese; não é difícil de entender porque o adolescente não escuta as pessoas em relação ao mal provocado pelas drogas na fase inicial, pois nesta fase a droga não dá sensação para o usuário de dependência, pelo contrario, ela proporciona um bem estar, ainda que saibamos que seja ilusório. Outro fator também é a maneira que ela é abordada aos adolescentes usuários indo contra ao que ele sente, ou melhor, o que ele concebe ao fazer o uso. Enfim, o discurso usado para não se usar drogas é contraditório em seu pensamento.
 
            Portanto, infelizmente, na fase inicial da dependência o usuário não dá ouvidos aos malefícios que a droga provoca devido ele mesmo não conseguir perceber seus efeitos biológicos. Não perceber sua mudança de comportamento e também a mudança de seu estado psíquico. Portanto é muito difícil reverter um adolescente ou jovem usuário a deixar de fazer uso de drogas nesta fase.
 
            Pois bem, o usuário somente perceberá que está dependente quando de fato já se encontrar comprometido biológico, social e emocionalmente. No entanto, quando este atinge tal estado, ocorre contrariamente da fase inicial, seu sistema nervoso central (SNC) está completamente dependente a ponto do dependente estar comprometido muitas vezes até psiquiatricamente e assim, com sérios problemas que não lhe permite mais uma sobriedade permanente.
 
            Quando os profissionais da saúde afirmam da dificuldade de alguém deixar as drogas é levando em consideração todo um quadro de comprometimentos seja de ordem biológica, psíquica ou mesmo psiquiátrica de alguém que durante anos, décadas enviou drogas ao SNC comprometendo-o e modificando toda sua estrutura de organização e funcionamento. 

            Em suma, quando se fala em dependência química deve ser levados a sério pelos adolescentes, jovens, famílias e sociedade de um modo geral, pois quando se diz que é um caminho sem volta não é alarmismo, não é terrorismo psicológico e sim, é uma constatação, enfim, é a mais crua realidade. Pois um iniciante nas drogas não dá ouvidos e continuará a fazer o uso até tornar-se dependente e, aqueles que já se encontram dependentes muitos deles não conseguem mais força biológicas e nem psíquicas para deixa-las. Isto tanto é verdade que segundo a Organização Mundial da Saúde, pouquíssimos são aqueles que conseguem sair das drogas. 

          Não quero ser pessimista nestas afirmações, mas sim realista diante o grande problema que são as drogas devendo ser levado a sério pelo Estado, mas também pela família quanto à informação sobre dependência química para que assim, procurem trabalhar melhor na educação de seus filhos evitando-os a recorrerem à elas. 

Ataíde Lemos: Escritor e Poeta
Livros: O Amor Vence as Drogas;
Drogas Um Vale Escuro e Desafio para Família;
Para adquirir entrar em contato

Escrito por Ataíde Lemos às 11h22
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Livros Sobre Drogas

Escrito por Ataíde Lemos às 11h20
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Videos Sobre Drogas

Escrito por Ataíde Lemos às 11h17
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Drogas um problema de saúde parte II

04/06/2009 12h03
Drogas um problema de saúde parte II
          Escrevi recentemente o Artigo “Drogas um problema sério de saúde” onde exponho do porque a dificuldade seja do iniciante nas drogas deixar de usa-la como também a dificuldade de alguém que já esteja em alto grau de dependência conseguir sair totalmente, isto é, manter uma sobriedade permanente, já que conforme comprovações, para dependência química não há uma cura definitiva e sim, uma sobriedade a partir do momento que a pessoa não faça mais uso dela.

          Ao ler o Artigo certamente virá uma frustração tanto por parte de alguém que tenha um ente iniciando nas drogas como alguém que seja dependente e esteja querendo parar, pois sentirá certo desanimo ao observar tamanha dificuldade que é vencer as drogas. 

          Pois bem, o Artigo embora seja até certo ponto duro é realista e precisa ser dito para que não se construa ilusão naquele que vai procurar tratamento, também para que família não iluda ou tente se iludir acreditando que dependência é uma doença que exige apenas o esforço do ente dependente, mas sim, que é um compromisso de toda ela. E também esta realidade descrita serve para que a família conheça mais sobre drogas se preocupando de maneira mais consistente na educação de seus filhos frente está triste realidade. É muito mais fácil ajudar um ente que esteja usando drogas quando se tem conhecimento sobre esta doença. 

          Há doze anos atuo na área de tratamento a dependentes químicos por meio de comunidade terapêutica e já tive a oportunidade de atender dependentes químicos que passaram por todos os tipos de tratamento; dependentes que já estiveram em comunidade terapêuticas mais renomadas do país, trabalhar com todas faixas etária de dependentes como adolescentes, jovens, adultos, idosos. Durante estes anos também trabalhei com dependentes de classe econômica alta e pessoas extremamente carentes, com dependentes de curso primário e de cursos univertarios. Pessoas de cidades pequenas, zonas rurais como aqueles dos grandes centros. Dependentes de famílias estruturadas ou não. Enfim, pude observar todas realidades biológicas, psíquicas e sociais no que tange a dependência química e o que observa é: as realidades são as mais diversas, no entanto, o final é o mesmo, a grande dificuldade que existe para que as pessoas que se tornaram dependentes conseguirem de fato deixarem as drogas.
 
          No entanto, também há fatores positivos, pois podemos observar que alguns venceram as drogas. Outros ainda que não conseguiram vence-la totalmente, hoje suas relações com ela (droga) mudou muito, há maior permanência sem usa-la, ocorrendo apenas recaídas, porém já estão mais preparados psicologicamente tendo facilidade em buscar tratamento mantendo assim, mais tempo em sobriedade e quando recaem ao perceberem da dificuldade de superar a recaída buscam tratamento com mais freqüência. 
 
          Ataíde Lemos; Poeta e Escritor.
 
http://www.youtube.com/ataidelemos?gl=BR&hl=pt
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Escrito por Ataíde Lemos às 08h32
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