Drogas: A informação é a melhor prevenção.
   
 
   



BRASIL, Sudeste, OURO FINO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Livros, internet
 

  Histórico

    Votação
     Dê uma nota para meu blog

    Outros sites
     UOL - O melhor conteúdo
     BOL - E-mail grátis
     Ataíde Lemos
     CMQV Câmara Multidiciplinar de Qualidade de Vida
     Fundação Planeta terra
     Secretaria Nacional Antidrogas - SENAD
     Videos sobre dependencia e poemas meus
     Drogas: A Informação é a melhor prevenção II
     Meus Artigos Políticos
     Rezando com Maria
     Ataíde Lemos - Minha vida, Meus Poemas




     

     
     

    Comunidade Terapêutica Jeová Shalom

    Gostaria de deixar neste tópico informações para aqueles que tem problemas relacionado às drogas e deseja tratamento.Somos diretores uma entidade para tratamento a dependentes químicos chamada “Comunidade Terapêutica Jeová Shalom”.Já atuamos nesta área de tratamento há quase 12 anos.

    Para maiores informações aqui estão dados da entidade para aqueles que estão a procura de tratamento.

     

    • A entidade se localiza na cidade de Ouro Fino sul de Minas Gerais, está há 200 km de São Paulo, 480 km do Rio de Janeiro e 490 km de Belo Horizonte. A instituição trata apenas o sexo masculino.

     

    • A instituição é evangélica: Isto não significa que somente atende a evangélicos, pelo contrario, a entidade recebe todos sem distinção de credo, raça, etnia, etc. no entanto, os princípios da espiritualidade é Cristã.

     

    • É proibido fumar cigarro de tabaco. Segundo entendimento da entidade tabaco é também uma droga que precisa ser combatida. Muitas vezes o próprio uso do cigarro acaba sendo um fator de levar o dependente a ter suas recaídas.

     

    • O tratamento se dá através do tripé; Laborterapia, espiritualidade e reunião de grupos. A reunião de grupo é subdividida em palestras, dinâmicas e os doze passos.

     

    • O tempo de duração do tratamento é de seis meses divididos em: dois meses para desintoxicação, dois para conscientização e mais dois anos destinado a ressocialização.

     

    • Embora a entidade esteja registrada nos órgãos públicos, como ocorre com a maioria das Comunidades Terapêuticas não recebe verbas dos poderes públicos e como tem que se manter, ela pede a titulo de doação uma contribuição de R$ 250,00 mensais para poder custear as despesas de manutenção da instituição.

     

    Pois bem, estas são as informações básicas, caso há interesse basta entrar em contato:

    potifar@hardonline.com.br

     

    Presidente:

    Apostolo Profº Roberto Wagner Alves Ferreira

    Vice Presidente: Ataíde Lemos

     



    Escrito por Ataíde Lemos às 09h41
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Os Efeitos da Lei Atual Sobre Drogas

    06/08/2009 16h32
    Os Efeitos da Lei Atual Sobre Drogas
     
         Quando se promulgou a nova Lei sobre drogas, fiz criticas sobre alguns pontos sobre ela e me parece que agora já se começam a ser comprovadas na prática. Na Lei anterior alguém que fosse pego portando, usando drogas era conduzida a delegacia e respondia o Artigo 12 ou 16 do Código Penal referente à Lei sobre Drogas. Aqueles que fossem enquadrados no Artigo 16 pagavam fiança e eram liberados respondendo em liberdade e aqueles que fossem enquadrados no Artigo 12 eram considerados traficantes, respondendo por crime hediondo. Segundo a Lei anterior todos eram conduzidos as delegacias não importando a condição econômica ou posição social. Por varias vezes a televisão mostrou pessoas públicas sendo conduzidas a delegacia.
     
          Pois bem, com a nova Lei praticamente acabou com o Artigo 16. Embora tenha mantido como crime o consumo de drogas o usuário pego usando drogas não é mais preso. Pois bem, na a prática não é isso que está ocorrendo: O policial da flagrante num jovem da alta sociedade consumindo drogas nada ocorre, contrariamente do que acontece quando da flagrante a um jovem pobre, este último é conduzido para delegacia e enquadrado no crime de traficante. Ai então fica lá a espera do juiz na esperança de conseguir ser considerado usuário. Enquanto isto fica meses ou anos na cadeia. As ultimas pesquisas sobre a questão dos presos envolvidos com drogas comprova o que relato. A grande maioria dos que são presos com posse de drogas 42% são com de menos de 100 gramas e 60% sem testemunhas. Abaixo os dados da pesquisa: fonte O Globo
     
     
    Pesquisa traça perfil dos presos por tráfico de drogas
    04/08/2009 - 15:10 (Paulo Mussoi)

         Tem sido cada vez mais comum, no Brasil e no mundo, a discussão a respeito da postura que as políticas sobre drogas devem ter com relação à diferenciação entre o uso e o tráfico de drogas. Debates sobre a flexibilização das sanções por porte e/ou uso estão na pauta da revisão da lei em diversos países, com especial destaque a Portugal, o primeiro de todos a descriminalizar oficialmente o porte de qualquer droga para consumo próprio. Aqui no Brasil o conceito é confuso: portar drogas ainda é crime passível de pena, mas não de prisão. Uma tipificação subjetiva, que gera confusão e abre as portas para a extorsão. Mas para quem pensava que é só nessa questão do uso e do porte que nossas leis são discutíveis, uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Justiça, que será apresentada oficialmente amanhã, no Rio, mostra que as punições ao tráfico de drogas em si também andam carecendo de uma reflexão mais profunda.

         A pesquisa “Tráfico e Constituição: um estudo sobre a atuação da Justiça Criminal do Rio de Janeiro e do Distrito Federal no crime de tráfico de drogas” foi encomendada pelo Ministério ao Núcleo de Política de Drogas e Direitos Humanos da UFRJ. O trabalho foi coordenado pelas especialistas Luciana Boiteux e Ela Wiecko, e traz dados surpreendentes, principalmente para quem achava que o rigor das nossas leis contra o tráfico (considerado crime hediondo no Brasil desde 1988) era eficiente na repressão à distribuição de entorpecentes em larga escala no país. O que a pesquisa mostra é que a maioria dos condenados por tráfico no Brasil é de réus primários, que foram presos sozinhos, desarmados e com pouca quantidade de droga. Peixes pequenos, enfim, cujo encarceramento não influi uma vírgula na estrutura do tráfico e só contribui para aumentar o caos no nosso sistema penitenciário, cada vez mais especializado em "pós-graduar" criminosos de pequena monta nas artes do crime organizado, e tornar praticamente impossível a sua ressocialização.

             Segundo a pesquisa, o Brasil tem hoje 180 mil presos em regime fechado. Destes, 70 mil são condenados por tráfico de drogas, sendo 30 mil em São Paulo e 8 mil no Rio. No universo de condenados por tráfico no Rio entre outubro de 2006 a maio de 2008, o trabalho dos técnicos da UFRJ observou que:

    - 84% são homens
    - 66% são réus primários
    - 91% foram presos em flagrante
    - 60% estavam sozinhos quando foram presos
    - Apenas 14% portavam armas no momento do flagrante e da prisão
    - 38% foram presos com cocaína
    - 54% foram presos com maconha
    - 42% foram flagrados e presos portando menos de 100 gramas de maconha
    - 58% estão condenados a penas de 8 anos ou mais de reclusão em regime fechado.
              Os resultados da pesquisa não param aí, e serão mais detalhados nesta quarta-feira no Viva Rio. Porém, um dos dados que mais chamou a atenção dos autores do trabalho foi o último da lista acima, sobre o percentual de condenados a mais de 8 anos de prisão.

              Isso mostra que temos nas cadeias uma massa de traficantes de pequena monta com condenações muito rigorosas. Pode ser um sinalizador de que é preciso repensar o perfil dessas prisões, tentar entender se isso está realmente resolvendo o problema do crime de tráfico, disse a advogada Luciana Boiteux, durante a apresentação preliminar da pesquisa, num evento realizado na sede da Firjan.

               Entre as propostas de revisão na lei que o estudo pode suscitar, ainda segundo Luciana, está a idéia de criar categorias diferenciadas de tráfico, a fim de gerar uma maior proporcionalidade de penas.
               Desde a Constituição de 1988, nossa lei vê o tráfico como crime hediondo e ponto. Não importa se o réu é primário, se usou armas ou não, nem se vendeu 100 gramas ou 100 quilos. As penas são pouco flexíveis, o que gera um desequilíbrio no rigor das punições. E isso é agravado pelo fato de que, na prática, como a pesquisa identificou, só vai pra cadeia quem vende droga no varejo - diz Luciana, sabedora de que, no Brasil, quem produz ou vende no atacado (os traficantes realmente da pesada), esses raramente são presos, que dirá julgados e condenados.

                Enfim, por si só a pesquisa reflete o que está ocorrendo com a atual Lei Sobre Drogas discriminando ainda mais o usuário de drogas pobre. Talvez se está foi a intenção da Lei está conseguindo seus objetivos que é discriminar e  tirar os usuários pobres de circulação, porém somente esqueceram que a prisão nada mais é do que uma faculdade e neste sentido está formando não usuários, mas traficantes em potenciais e muito mais perigosos.

    Ataíde Lemos, poeta e escritor
    Autor dos livros
    Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para a Família
    O Amor Vence as Drogas


    Escrito por Ataíde Lemos às 18h32
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Deixar as drogas: uma questão de propósito

    08/08/2009 15h39
    Deixar as drogas: uma questão de propósito
         
         Já escrevi vários artigos relatando as dificuldades encontradas por aqueles que se encontram dependentes das drogas para conseguirem vencê-la, como por exemplo, o grau de comprometimento biológico e psíquico- social, enfim, enlaçando toda a questão do histórico do dependente.
     
         Pois bem, quero levantar um outro pensamento sobre tal dificuldade, enfocando um outro aspecto, que me parece ser algo que também deve ser considerado. É comum conhecermos ex-dependentes que nunca passaram por determinado tratamento e um dia em suas vidas, resolveram e decidiram deixar de fumar, de beber, de usar drogas ilícitas e de fato deixaram. Certamente estes acontecimentos levantam questionamentos sobre as pessoas conseguirem se livrar da dependência e contribuem para manter o preconceito contra os dependentes e mesmo contra as clínicas e comunidades terapêuticas. Enfim, cria-se o tal conceito: se o fulano e o cicrano conseguiram parar, por que tem-se que internar? Isto é, mantem-se o estigma da falta de vergonha.
     
         Realmente é correto se afirmar:  “O dependente químico ou o alcoólatra  somente pára se ele quiser." Portanto não adianta o pai querer, o tio pedir, a casa dele cair, enfim, nada é capaz de fazer com que a pessoa deixe as drogas se essa vontade não partir dela. É uma decisão pessoal. O que acontece é que devido a determinados fatos, alguns tomam a decisão de parar por conta própria ou então recorrem a tratamentos.
     
         No caso daqueles que conseguem parar sem ajuda e sem tratamento, a  cura está muito condicionada a sua personalidade, podemos usar como exemplo: há pessoas que dizem: “não vou mais conversar com fulano” e nunca mais conversam! Portanto, há pessoas que dizem: “não faço” ou “faço” e cumprem o prometido.  Enfim, muitos deixam o álcool ou as drogas sem necessitar de nenhum tratamento, por uma determinação pessoal.
     
         Pois bem, por que então muitos procuram tratamento e poucos conseguem de fato parar? Respondo da seguinte maneira: muitos que procuram entidades e clínicas, no seu íntimo não estão com a convicção deste propósito. Muitos que procuram tratamento vão por questões circunstanciais e momentâneas. Procuram tratamento para agradar à família; para recuperar o organismo; para fugir da polícia ou por motivos de dívidas, enfim, procuram por mil motivos menos o de, de fato, deixarem as drogas ou o álcool. Sendo assim, não vão conseguir mesmo vencer as drogas.
     
         O trabalho das comunidades terapêuticas e das clínicas é resgatar a auto-estima e trabalhar o emocional, no entanto, isto ocorre  a partir da permissão do paciente, porém sem esta convicção de deixar as drogas ou o álcool, não é possível fazer nada. 
     
         As clínicas ou tratamentos para dependentes químicos procuram ajudar àqueles que desejam de fato deixar as drogas, proporcionando-lhes uma melhor qualidade de vida. Isto é, ser um suporte emocional resgatando-lhes a força, através de uma análise e um propósito, para que o processo de abstinência não seja tão doloroso, como o que ocorre sem uma ajuda emocional e sem o conhecimento da doença e de suas conseqüências.
       

         Enfim, o pequeno índice de recuperação, se deve também ao fato de ter que haver um verdadeiro propósito daquele que deseja vencer as drogas ou o álcool, somando-se às questões bio-psico-sociais,  levando-se em consideração o histórico da pessoa, mas sobretudo, o seu verdadeiro desejo de parar de usar drogas.
     
              Revisão:
              Vera Lucia Cardoso
     
    Ataíde Lemos; Poeta e Escritor
    Autor dos Livros:
    Drogas Um Vale Escuro Grande Desafio para Família
    O Amor Vence as Drogas  
     


    Escrito por Ataíde Lemos às 18h31
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Os Efeitos da Lei Atual Sobre Drogas

    Os Efeitos da Lei Atual Sobre Drogas
     
         Quando se promulgou a nova Lei sobre drogas, fiz criticas sobre alguns pontos sobre ela e me parece que agora já se começam a ser comprovadas na prática. Na Lei anterior alguém que fosse pego portando, usando drogas era conduzida a delegacia e respondia o Artigo 12 ou 16 do Código Penal referente à Lei sobre Drogas. Aqueles que fossem enquadrados no Artigo 16 pagavam fiança e eram liberados respondendo em liberdade e aqueles que fossem enquadrados no Artigo 12 eram considerados traficantes, respondendo por crime hediondo. Segundo a Lei anterior todos eram conduzidos as delegacias não importando a condição econômica ou posição social. Por varias vezes a televisão mostrou pessoas públicas sendo conduzidas a delegacia.
     
          Pois bem, com a nova Lei praticamente acabou com o Artigo 16. Embora tenha mantido como crime o consumo de drogas o usuário pego usando drogas não é mais preso. Pois bem, na a prática não é isso que está ocorrendo: O policial da flagrante num jovem da alta sociedade consumindo drogas nada ocorre, contrariamente do que acontece quando da flagrante a um jovem pobre, este último é conduzido para delegacia e enquadrado no crime de traficante. Ai então fica lá a espera do juiz na esperança de conseguir ser considerado usuário. Enquanto isto fica meses ou anos na cadeia. As ultimas pesquisas sobre a questão dos presos envolvidos com drogas comprova o que relato. A grande maioria dos que são presos com posse de drogas 42% são com de menos de 100 gramas e 60% sem testemunhas. Abaixo os dados da pesquisa: fonte O Globo
     
     
    Pesquisa traça perfil dos presos por tráfico de drogas
    04/08/2009 - 15:10 (Paulo Mussoi)

         Tem sido cada vez mais comum, no Brasil e no mundo, a discussão a respeito da postura que as políticas sobre drogas devem ter com relação à diferenciação entre o uso e o tráfico de drogas. Debates sobre a flexibilização das sanções por porte e/ou uso estão na pauta da revisão da lei em diversos países, com especial destaque a Portugal, o primeiro de todos a descriminalizar oficialmente o porte de qualquer droga para consumo próprio. Aqui no Brasil o conceito é confuso: portar drogas ainda é crime passível de pena, mas não de prisão. Uma tipificação subjetiva, que gera confusão e abre as portas para a extorsão. Mas para quem pensava que é só nessa questão do uso e do porte que nossas leis são discutíveis, uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Justiça, que será apresentada oficialmente amanhã, no Rio, mostra que as punições ao tráfico de drogas em si também andam carecendo de uma reflexão mais profunda.

         A pesquisa “Tráfico e Constituição: um estudo sobre a atuação da Justiça Criminal do Rio de Janeiro e do Distrito Federal no crime de tráfico de drogas” foi encomendada pelo Ministério ao Núcleo de Política de Drogas e Direitos Humanos da UFRJ. O trabalho foi coordenado pelas especialistas Luciana Boiteux e Ela Wiecko, e traz dados surpreendentes, principalmente para quem achava que o rigor das nossas leis contra o tráfico (considerado crime hediondo no Brasil desde 1988) era eficiente na repressão à distribuição de entorpecentes em larga escala no país. O que a pesquisa mostra é que a maioria dos condenados por tráfico no Brasil é de réus primários, que foram presos sozinhos, desarmados e com pouca quantidade de droga. Peixes pequenos, enfim, cujo encarceramento não influi uma vírgula na estrutura do tráfico e só contribui para aumentar o caos no nosso sistema penitenciário, cada vez mais especializado em "pós-graduar" criminosos de pequena monta nas artes do crime organizado, e tornar praticamente impossível a sua ressocialização.

             Segundo a pesquisa, o Brasil tem hoje 180 mil presos em regime fechado. Destes, 70 mil são condenados por tráfico de drogas, sendo 30 mil em São Paulo e 8 mil no Rio. No universo de condenados por tráfico no Rio entre outubro de 2006 a maio de 2008, o trabalho dos técnicos da UFRJ observou que:

    - 84% são homens
    - 66% são réus primários
    - 91% foram presos em flagrante
    - 60% estavam sozinhos quando foram presos
    - Apenas 14% portavam armas no momento do flagrante e da prisão
    - 38% foram presos com cocaína
    - 54% foram presos com maconha
    - 42% foram flagrados e presos portando menos de 100 gramas de maconha
    - 58% estão condenados a penas de 8 anos ou mais de reclusão em regime fechado.
              Os resultados da pesquisa não param aí, e serão mais detalhados nesta quarta-feira no Viva Rio. Porém, um dos dados que mais chamou a atenção dos autores do trabalho foi o último da lista acima, sobre o percentual de condenados a mais de 8 anos de prisão.

              Isso mostra que temos nas cadeias uma massa de traficantes de pequena monta com condenações muito rigorosas. Pode ser um sinalizador de que é preciso repensar o perfil dessas prisões, tentar entender se isso está realmente resolvendo o problema do crime de tráfico, disse a advogada Luciana Boiteux, durante a apresentação preliminar da pesquisa, num evento realizado na sede da Firjan.

               Entre as propostas de revisão na lei que o estudo pode suscitar, ainda segundo Luciana, está a idéia de criar categorias diferenciadas de tráfico, a fim de gerar uma maior proporcionalidade de penas.
               Desde a Constituição de 1988, nossa lei vê o tráfico como crime hediondo e ponto. Não importa se o réu é primário, se usou armas ou não, nem se vendeu 100 gramas ou 100 quilos. As penas são pouco flexíveis, o que gera um desequilíbrio no rigor das punições. E isso é agravado pelo fato de que, na prática, como a pesquisa identificou, só vai pra cadeia quem vende droga no varejo - diz Luciana, sabedora de que, no Brasil, quem produz ou vende no atacado (os traficantes realmente da pesada), esses raramente são presos, que dirá julgados e condenados.

                Enfim, por si só a pesquisa reflete o que está ocorrendo com a atual Lei Sobre Drogas discriminando ainda mais o usuário de drogas pobre. Talvez se está foi a intenção da Lei está conseguindo seus objetivos que é discriminar e  tirar os usuários pobres de circulação, porém somente esqueceram que a prisão nada mais é do que uma faculdade e neste sentido está formando não usuários, mas traficantes em potenciais e muito mais perigosos.

    Ataíde Lemos, poeta e escritor
    Autor dos livros
    Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para a Família
    O Amor Vence as Drogas


    Escrito por Ataíde Lemos às 08h01
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Drogas, atalhos para o nada

    Drogas, atalhos para o nada
    Estrada que não chega a lugar algum
    Apenas conduz as fantasias
    Apenas leva para labirintos
    Transformando em ilusões e falsas alegrias.


    Medos que tentam ser atenuados
    Por sentimentos ou ressentimentos encobridos
    Medos que procuram ser escondidos
    Como se esconder pudesse ser acabado.


    Fugas que se tenta a todo instante
    Imaginando que se pode dela fugir
    Mas que num tempo perto ou distante
    Vê que não fugiu e ainda está a se destruir.


    Drogas, uma maneira de criar ou materializar ilusões
    De expressar inconsciente rejeições
    Mas, que no final como sobra
    Perdeu-se na estrada, não venceu o medo,
    Não fugiu, apenas inutilmente se consumiu.

     
    Ataíde Lemos



    Escrito por Ataíde Lemos às 11h57
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Dia 26 de Junho - Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas

    Dia 26 de Junho - Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas

     


    Em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu declarar o dia 26 de Junho como o Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.

    As pessoas têm que compreender que as drogas são ilegais porque são um problema; não são um problema por serem ilegais.
    (...) Os efeitos nocivos do consumo de drogas não afectam apenas os indivíduos que as consomem, mas também outras pessoas.
    Quando produzem os seus efeitos devastadores, (as drogas) não respeitam limites de classe social, raça ou ocupação, nem limites geográficos.
    Consumir ou não drogas é uma questão de opção (...). Armemos as pessoas da informação de que necessitam para dizer não à droga ! (...)

    (Retirado das mensagens do antigo Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do dia Internacional Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.)


    O que são drogas?
    As drogas são substâncias que alteram a maneira como as pessoas se sentem, pensam e se comportam.
    Qual a diferença entre remédios e drogas?
    As pessoas tomam remédios quando estão doentes. Os remédios são legais e devem ser usados com acompanhamento médico. As pessoas drogam-se por vários motivos. Algumas usam para fugir aos problemas, para fugir ao tédio, para se divertir ou mesmo por causa da pressão dos colegas. Às vezes usam drogas para se rebelar contra alguma coisa e acreditam que é uma forma de chamar atenção. As drogas são ilegais, o que significa que a sua utilização pode gerar problemas com a polícia.
    Como são as drogas?
    As drogas aparecem em diversas formas: comprimidos, pó, plantas, líquidos, óleos ou mesmo bebidas.
    Como são as drogas consumidas?
    De maneiras diferentes. As drogas podem ser fumadas como cigarros (haxixe, por exemplo), aspiradas pelo nariz (como a cocaína), injectadas por uma seringa (heroína), tomadas como comprimidos e, às vezes, misturadas em bebidas alcoólicas (anfetaminas e ecstasy).
    As drogas são perigosas?
    As drogas podem ser muito perigosas porque as pessoas reagem de formas diferentes a elas. Uma pessoa pode usar algum tipo de droga e ficar bem, enquanto outra pode ficar muito mal. Além disso, se as pessoas usarem regularmente as drogas tornam-se dependentes, ou seja, têm uma necessidade constante de recorrer a elas para se sentirem bem.
    O que as drogas podem fazer ao teu corpo?
    O efeito de uma droga é diferente de outra. Ao consumir haxixe as pessoas ficam mais relaxadas; as anfetaminas e o ecstasy dão energia; a cocaína dá a sensação de felicidade. Ainda que numa fase inicial o efeito possa ser agradável, os efeitos dessas substâncias não duram muito tempo. Algumas horas depois do uso de drogas, muitas pessoas começam a sentir-se deprimidas, solitárias e extremamente indispostas.
    O que fazer quando algum conhecido usa drogas?
    Conta a um adulto em que confies, como os teus pais, os teus professores ou outra pessoa.

    (Adaptado de texto informativo retirado de www.unodc.org)


    Escrito por Ataíde Lemos às 11h50
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Consumo da cocaína no país quase dobrou, diz ONU

    O Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Unodc) divulgou ontem o Relatório Mundial sobre Drogas 2009, celebrando os 100 anos do combate internacional às drogas, em tom de comemoração, ressaltando que 'o mercado global de cocaína, de US$ 50 bilhões, sofreu abalos sísmicos, graças à cooperação internacional'.

    O Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Unodc) divulgou ontem o Relatório Mundial sobre Drogas 2009, celebrando os 100 anos do combate internacional às drogas, em tom de comemoração, ressaltando que "o mercado global de cocaína, de US$ 50 bilhões, sofreu abalos sísmicos, graças à cooperação internacional". A produção caiu 15% (a maior queda em cinco anos), o consumo caiu na maior parte dos países ou ficou estagnado. No Brasil, porém, o consumo da cocaína quase dobrou em três anos.>

    Em números absolutos, 890 mil brasileiros são usuários, o que representava 0,7% da população entre 12 e 65 anos em 2007. Seis anos antes, esse índice era de 0,4%. Há ainda a questão do aumento no consumo do crack, derivado mais barato da cocaína. Em um ano, o relatório mostra que triplicaram apreensões - de 145 mil para 578 mil quilos. "O crack vicia muito, agravando rapidamente o problema da dependência química", afirma Bo Mathiasen, representante da Unodc no Brasil.

    Segundo a Unodc, o descompasso entre queda de produção mundial e aumento de consumo de cocaína no Brasil pode ser explicado pela melhora da situação econômica no País. Além disso, mais estruturados, polícia e serviços de saúde no País implicam mais estatísticas sobre o assunto. "No que diz respeito à produção, o Brasil não incomoda o mundo. O País não produz para exportação. Incomodamos por ser um país de trânsito excelente para o tráfico (que vem de Colômbia, Peru e Bolívia e segue para África e Europa), já que temos fronteiras com os maiores produtores de cocaína do mundo. São 9 mil km que temos de cuidar", analisou o secretário nacional de Políticas Antidrogas, general Paulo Uchoa.

    O relatório aponta que a América do Sul foi responsável, em 2007, por 45% do total mundial de apreensões de cocaína. O Brasil foi o 10º em apreensões. A queda na produção mundial, de acordo com a ONU, seria um reflexo não apenas das ações de repressão, mas também do início da queda no consumo nos maiores mercadores consumidores - EUA e Europa, que estão em crise. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



    Escrito por Ataíde Lemos às 11h43
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Como Vencer as Drogas?

    22/03/2009 09h33
    Como Vencer as Drogas?
                 Como deixar de consumir algo que aparentemente faz bem emocionalmente?
                Como deixar de fazer uso de algo que provoca uma sensação de conforto e alivio orgânico?
                Como deixar de fazer uso de algo que faz parte do dia a dia, se de certa forma, vivemos o presente e quando o passado não incomoda mais, esquecemos?
                Como deixar de consumir algo que se tornou de uso automático, isto é, quando vem o desejo mesmo sem pensar já está se consumindo?
                Como deixar de consumir algo que não assusta porque não se consegue aceitar dependente, muito menos doente?
                São questionamentos como estes que certamente dificultam as pessoas se darem conta que estão se destruindo. São os prazeres, é a sensação de bem estar que impede de enxergar além do horizonte. Mas, o que também influencia é não buscar outras fontes de prazeres, confortos emocional ficando a enxergar apenas uma única direção, um único caminho a seguir. O que influencia, é a falta de sonhos, de ir ao encontro de novos objetivos de vida além daqueles existentes. O que influencia, é a falta de metas ousadas e corajosas para o futuro. É o acovardamento de enfrentamento das barreiras existentes no dia a dia. O que influencia é enxergar o mundo extremamente pequeno e estreito e vive-lo dentro de uma ótica egocêntrica.
                Na verdade, eu sou aquilo que quero ser e vivo de maneira que pretendo viver, limitando a vida simplesmente, não sendo ousado o suficiente para quebrar os limites existenciais. Devemos procurar sempre expandir nossos limites. Na verdade, nossos limites são construídos por nós mesmo.
                Sair das drogas é ter a coragem de ser ousado. É desafiar a mesmice e mergulhar noutros horizontes, outros mares; é buscar outros propósitos para a vida e entender que mesmo tendo que enfrentar o desejo, o prazer, a sensação prazerosa da droga a vida é mais ampla que se imagina ser.
                Embora, a droga possa dar sensação de liberdade ela limita a vida, ainda que seja apenas um usuário, pois buscar nela um relaxamento, uma ativação sexual é no fundo uma falta de liberdade, pois a liberdade consiste em ter o direito de ser o que quer ser, estar emocionalmente como quiser sem uso qualquer substancia química. Na verdade, o prazer, a liberdade produzida pela droga é mentirosa, a sensação ocorre única e exclusivamente porque ela altera o SNC, então esta liberdade é fictícia.
                Nosso psíquico tem o domínio sobre nosso biológico. Há muitas doenças orgânicas que são psicossomáticas e que, por meio de nosso psíquico podemos alterar o funcionamento de nosso orgânico. A partir do momento que buscamos construir uma nova filosofia de vida; que ampliamos o sentido de nossa existência; que o egocentrismo diminua levando-nos a perceber que fazemos parte da sociedade, isto é, somos uma célula e não um corpo no universo social; que contraímos metas e objetivos certamente, nossa energia, nossa mente se canaliza para esta direção que exclui a droga e então, ela passa a ser algo inexpressível e não atraente.
     
    Ataíde Lemos: escritor e poeta 
     
    Canal You Tube
    http://br.youtube.com/ataidelemos

     Livros publicados:
    Drogas Um Vale Escuro e Grande Desafio para Família; O Amor Vence as Drogas; Palavras Expressão dos Sentimentos (poesia)
    Blog: www.ataide.recantodasletras.com.br

    Entre em contato para adquiri-los


    Escrito por Ataíde Lemos às 08h01
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    O papel do tipo preferido de bebida sobre a gravidade da dependência alcoólica e aderência ao tratamento

     Imprimir
     O papel do tipo preferido de bebida sobre a gravidade da dependência alcoólica e aderência ao tratamento
    No mundo, o uso de álcool é uma das principais causas de morbidade e mortalidade. No que se refere aos pacientes alcoolistas, a baixa aderência ao tratamento pode representar uma diminuição de sua qualidade de vida e uma perda de anos de vida. Ainda quanto ao tratamento, atualmente, não há um consenso se o tipo preferido de bebidas alcoólicas pudesse afetar seu sucesso ou interferir sobre a fissura de álcool. Pensando nisso, o presente estudo teve o propósito de determinar se os diferentes tipos de bebida consumidos por dependentes de álcool estavam associados a diferentes resultados terapêuticos, assim como à maior gravidade de dependência e fissura no início do tratamento.
     
    Cento e cinqüenta e sete homens, de faixa etária entre 18-60 anos e dependentes de álcool foram divididos em 2 grupos (bebedores preferentemente de cerveja ou de destilados) e acompanhados por um período de 12 semanas. Durante esse período, os participantes foram avaliados quanto à fissura, presença de sintomas depressivos, tempo para a primeira recaída, número acumulado de semanas de abstinência e adesão ao tratamento medicamentoso proposto na ocasião.
     
    Conforme os autores, os grupos de bebedores (cerveja vs destilados) não diferiram quanto aos dados sócio-demográficos; medicações prescritas; período da vida em que começaram a surgir problemas relacionados ao uso de álcool; uso médio e diário de cigarros e, finalmente, gramas de etanol consumidos diariamente. Porém, os bebedores de destilados apresentaram maior gravidade de dependência e fissura no início do estudo, histórico de tratamento para alcoolismo mais freqüente e menor condição sócio-econômica. Não houve diferenças quanto ao período de tempo necessário para o acontecimento da primeira recaída ou número acumulado de semanas de abstinência, porém, os bebedores que preferiam cerveja aderiam significativamente mais ao tratamento que os bebedores de destilados, independentemente da forma de tratamento adotada.
     
    Assim, conforme os autores, entre os bebedores de destilados, como o grau de gravidade de dependência é maior e menor é a adesão ao tratamento, maior deve ser o esforço dos profissionais de saúde ao tratá-los. O histórico extenso que apresentam com falhas terapêuticas pode ser uma causa para essa falta de adesão, desencorajando-os de aderir a uma nova proposta de tratamento, de tal forma que os profissionais médicos devem sentir-se estimulados a lidar com essas distorções cognitivas a fim de melhorar os resultados terapêuticos.
     
    Título: The role of alcoholic beverage preference in the severity of alcohol dependence and adherence to the treatment
     
    Autores: Danilo Antonio Baltieri, Fabio R. Daro, Philip L. Ribeiro, Arthur G. De Andrade
     
    Fonte: Alcohol, 1-11, 2009
    Matéria extraída do site www.cisa.org.br


    Escrito por Ataíde Lemos às 19h05
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Entrevista com Arthur L. Klatsky

     

    Entrevista com Arthur L. Klatsky

    1. O que significa dizer que a relação do uso de álcool com a mortalidade geral é representada por uma curva em formato de J ou de U?
     
    O formato da curva faz referência à linha horizontal do gráfico que ilustra a relação entre a taxa de mortalidade geral de acordo com o consumo de álcool. É usual a representação do consumo de álcool no eixo horizontal desse gráfico (eixo das abscissas) com a abstinência posicionada à esquerda e o uso pesado de álcool à direita. Já a mortalidade é representada no eixo vertical (eixo das ordenadas), observando-se o aumento da taxa de mortalidade acima da origem e a redução da taxa de mortalidade abaixo da mesma.
     
    Os abstêmios são a referência na origem (zero), à esquerda. Se para o consumo moderado de álcool a taxa de mortalidade é reduzida e para o uso pesado a taxa de mortalidade é a mesma que a de abstêmios, então teremos o gráfico representado por uma curva em U. Na verdade, a mortalidade geral devido ao uso de álcool é representada por uma curva em formato de J, porque a taxa de mortalidade aumenta com o uso pesado, mas é menor para bebedores leves em comparação com abstêmios.
     
    2. Quais os fatores subjacentes à redução da mortalidade observada entre os bebedores leves/moderados?
     
    O risco diminuído de mortalidade entre os bebedores leves/moderados é devido, principalmente, a uma redução da incidência de doenças coronarianas, o tipo mais comum de doença cardíaca e a causa do infarto agudo do miocárdio, comumente conhecido como “ataque do coração”. Menores contribuições ocorrem também devido a um menor risco da incidência de derrame isquêmico (ocasionado pelo bloqueio de veias sanguíneas), diabetes mellitus e outras condições.
     
    3. Algum fator relacionado ao gênero, à idade ou alguma outra variável de confusão pode interferir nessa curva em J ou U?
     
    O formato da curva é geralmente similar entre homens e mulheres, apesar das mulheres serem mais susceptíveis aos efeitos do álcool (bons e ruins) para níveis menores de consumo. As curvas específicas para idade são bastante diferentes, pois os benefícios do consumo leve não são tão evidentes entre homens com menos de 40 anos e mulheres com menos de 50. Ainda, os jovens estão mais sujeitos ao uso pesado episódico de álcool (padrão binge), que está relacionado ao acontecimento de mortes acidentais, mesmo se a média total de consumo não seja alta. Dessa maneira, a curva da taxa de mortalidade relacionada ao uso de álcool, entre jovens, é linear e não no formato de U ou J.
     
    4. Finalmente, a associação entre o consumo de álcool e a mortalidade geral é influenciada pelo tipo de bebida consumida?
     
    Não há consenso quanto a isso. Alguns dados sugerem que os bebedores de vinho tenham maiores benefícios, mas os estudos são contraditórios. Em minha opinião, o fator mais importante é o álcool etílico e seu padrão de consumo. Pequenas quantidades de álcool ingeridas durante as refeições é o hábito que tem sido apontado como o mais benéfico para a saúde. Este padrão de uso é mais frequentemente encontrado entre os bebedores de vinho que entre os de cerveja ou destilados. Em vários países, os bebedores de vinho também apresentam uma maior probabilidade de, em geral, assumirem hábitos mais saudáveis de vida. Em conclusão, a relação entre a preferência pelo tipo de bebida e a saúde do bebedor é complexa.
    Fonte: do site www.cisa.org.br



    Escrito por Ataíde Lemos às 17h07
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Dependência Química



    Escrito por Ataíde Lemos às 09h52
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Dependência

    Dependência Física

    Consiste na necessidade sempre presente, a nível fisiológico, o que torna impossível a suspensão brusca das drogas. Essa suspensão acarretaria a chamada crise da "abstinência". A dependência física é o resultado da adaptação do organismo,independente da vontade do indivíduo. A dependência física e a tolerância podem manifestarem-se isoladamente ou associadas, somando-se à dependência psicológica. A suspensão da droga provoca múltiplas alterações somáticas, causando a dramática situação do "delirium tremens".
    Isto significa que o corpo não suporta a síndrome da abstinência entrando em estado de pânico. Sob os efeitos físicos da droga, o organismo não tem um bom desenvolvimento.

    Dependência Psicológica

    Em estado de dependência psicológica, o indivíduo sente um impulso irrefreável, tem que fazer uso das drogas a fim de evitar o mal-estar. A dependência psicológica indica a existência de alterações psíquicas que favorece a aquisição do hábito. O hábito é um dos aspectos importantes a ser considerado na toxicomania, pois a dependência psíquica e a tolerância significam que a dose deverá ser ainda aumentada para se obter os efeitos desejados. A tolerância é o fenômeno responsável pela necessidade sempre presente que o viciado sente em aumentar o uso da droga.
    Em estado de dependência psíquica, o desejo de tomar outra dose ou de se aplicar, transforma-se em necessidade, que se não satisfeita leva o indivíduo a um profundo estado de angústia, (estado depressivo). Esse fenômeno não deverá ser atribuído apenas as drogas que causam dependência psicológica. O estado de angústia, por falta ou privação da droga é comum em quase todos os dependentes e viciados.

    Requisitos Básicos da Dependência

    1 - forte desejo ou compulsão para consumir a substância;
    2 - dificuldade no controle de consumir a substância em termos do seu início, término ou níveis de consumo;
    3 - estado de abstinência fisiológica quando o uso cessou ou foi reduzido (sintomas de abstinência ou uso da substância para aliviá-los);
    4 - evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;
    5 - abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento do tempo necessário para obter ou tomar a substância psicoativa ou para se recuperar dos seus efeitos;
    6 - persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por excesso de álcool, depressão consequênte a período de consumo excessivo da substância ou comprometimento cognitivo relacionado à droga.



    Escrito por Ataíde Lemos às 09h11
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Mulheres que sofrem de "drunkorexia" trocam comida por álcool

    Mulheres que sofrem de "drunkorexia" trocam comida por álcool    

    Aos 11 anos, Sueli (nome fictício) era uma criança bastante ativa. Fazia natação, ginástica rítmica e até se envolvia em competições. Seu peso era o esperado para uma garota de sua idade, mas, mesmo assim, Sueli não queria comer.

    "De manhã, minha mãe mandava o lanchinho para a escola, mas eu não comia. No início, ele embolorava dentro da lancheira. Depois, comecei a jogar fora. À noite eu jantava, mas vomitava tudo", conta.

    Sueli faz parte do grupo crescente de mulheres que, em algum momento da vida, desenvolverá algum tipo de transtorno alimentar --no caso dela, os 4% que sofrem de anorexia nervosa. O dado é do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (Ambulim/IPq).

    Seu drama alimentar se iniciou com uma anorexia com vômitos provocados. Mas não parou por aí. Com o repúdio aos alimentos, veio o uso de álcool e de remédios para emagrecer. "Com 13 anos, comecei a fazer regime. Estava pesando 67 kg para os meus 1,68 m quando comecei a tomar remédio para perder peso."

    O álcool e as drogas psicoativas costumam ser usados para aliviar a dor e a ansiedade causadas pela fome, mas o contrário também acontece. Alcoólatras -ou alcoólicos, termo preferido por entidades ligadas ao tema- e dependentes químicos podem desenvolver transtornos alimentares.

    Segundo uma pesquisa feita com 80 pacientes do Programa da Mulher Dependente Química (Promud/IPq), 56% das mulheres dependentes de álcool ou de drogas que estavam em tratamento tinham algum tipo de transtorno alimentar.

    Dessa porcentagem, 41% tinham transtorno do comer compulsivo, 30% tinham bulimia e 8% eram anoréxicas. Os dados foram apresentados no Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade pela psicóloga Silvia Brasiliano, coordenadora do Promud. "As mulheres com transtornos alimentares têm oito vezes mais chance de ter um transtorno relacionado ao álcool e a outras drogas", diz.

    A droga mais procurada por quem sofre dos transtornos é o álcool, mas são comuns os casos de uso de anfetaminas, cocaína e crack, que também ajudam a aplacar a fome.

    As anoréxicas passam a recusar a comida, mas a aceitar o uso dessas substâncias. As compulsivas geralmente tentam substituir a comida por alguma delas, enquanto as bulímicas juntam, à compulsão, formas de compensar a ingestão de calorias, como vomitar ou usar laxantes e diuréticos.

    Foi o que fez Sueli para chegar aos 45 kg. "Durante um bom tempo, fiquei à base só de remédio. Passei 21 dias sem comer, só chupava limão. Comecei a ter quedas de pressão. Aí eu comia e vomitava tudo."

    No ano que se seguiu, ela teve grandes alterações de peso e entrou no que se chama de "efeito sanfona". Teve que tomar injeção de corticoides para asma e engordou um pouco. "No fim do mesmo ano, estava com 68 kg. Engordei e fiz dieta de novo. Fui para 78 kg. No início do ano seguinte, eu já estava com 53 kg", lembra.

    Para a psicanalista Dirce de Sá Freire, coordenadora do curso de especialização "Transtornos alimentares- obesidade, anorexia e bulimia", da PUC-RJ, a chave dos transtornos alimentares e da dependência de drogas é a mesma: a compulsão.

    As duas psicólogas concordam que a sociedade moderna tem sua parcela de culpa nos transtornos. "Nossa sociedade é centrada no indivíduo e há enfraquecimento de vínculo social", afirma Brasiliano.

    "Isso abre portas para o que chamamos de patologias do desamparo, como a compra e o jogo compulsivos", completa a coordenadora do Promud.

    Dirce de Sá, da PUC-RJ, acredita que esse tipo de comportamento esteja ligado à dificuldade de estabelecer e obedecer a limites. "As marcas do nosso tempo são a falta de limites e o excesso. Estamos sempre à beira da transgressão", diz.

    A isso soma-se a busca da imagem ideal, inalcançável para a maioria das pessoas.

    "A mídia vê a magreza como padrão ouro de beleza. Há um estímulo a viver perigosamente", afirma o psiquiatra Hamer Nastasy Palhares, do Núcleo Einstein de Álcool e Drogas, do hospital Albert Einstein.

    "Drunkorexia"

    Musas da música pop como Amy Winehouse e Britney Spears, que frequentemente combinam o uso de álcool e drogas com pouca ou nenhuma comida, costumam influenciar as jovens.

    Elas foram a inspiração para o transtorno que vai virar assunto da próxima novela das oito, a "drunkorexia" (em inglês) ou "ebriorexia" (em espanhol). Os nomes não são científicos, mas, segundo Palhares, podem ajudar a esclarecer o problema. "Não é um termo oficial, mas tem um apelo didático. Ajuda as pessoas a identificar que têm um problema", diz.

    Embora seja novidade para alguns, os termos já são comuns em blogs de adolescentes. Depois das páginas que encorajavam a anorexia e a bulimia, o assunto da vez é a "drunkorexia".

    Ágata (também nome fictício), 19, é um exemplo. Ela e uma amiga criaram uma comunidade no site de relacionamento Orkut para contar suas experiências.

    Para não ingerir muitas calorias, Ágata costuma pular refeições e fazer jejum nos dias de festa ou de happy hour. "Evito comer, até para não pesar o estômago, para poder beber à vontade e sentir que minha roupa continua agradável", conta a estudante.

    Casos como o de Ágata podem não parecer alarmantes, mas é tênue a linha que os separa da doença. "O divisor de águas é quando a pessoa passa a consumir o álcool a ponto de se envolver em problemas como atrasar no trabalho, provocar uma pequena batida de carro ou restringir a alimentação exageradamente", explica Brasiliano, do Promud.

    Antes de frequentar bares ou festas, Ágata teve um "princípio de anorexia". Na época, ela tinha um fotolog onde exibia suas fotos e comunicava os avanços de sua dieta. Com o tempo, porém, a jovem desistiu da ideia e voltou a ganhar peso. "Recuperei todos os sofridos quilos que emagreci", conta.

    "De 20% a 30% dos casos de aneroxia envolvem o uso de substâncias psicoativas. É comum haver dieta bastante restritiva e uso de álcool", afirma o psiquiatra Palhares.

    Ele lembra que a prática, no entanto, é um péssimo negócio. "Um grama de álcool tem sete calorias, o que é quase o dobro do valor calórico de um um grama de açúcar."

    Embora os transtornos alimentares atinjam principalmente as mulheres, eles não são mais problemas exclusivos delas. "Entre 10% e 15% dos anoréxicos são homens. Não é mais uma doença de gênero como se acreditava", diz a psicóloga Dirce de Sá.

    Consequências

    Ao se deparar com uma página similar à de Ágata na internet, Sueli não se conteve e enviou uma resposta à garota. "Resumi meu histórico para ela e espero que sirva para alguma coisa", diz.

    Depois de conviver 25 anos com os transtornos alimentares e a dependência química, entrar em coma alcoólico e tentar o suicídio, ela vê no corpo os efeitos dessa combinação. Sofre de refluxo, hipertensão e problemas intestinais.

    Atualmente, Sueli tenta manter sua compulsão sob controle, mas sem ilusões. "Não é fácil, é um problema para a vida inteira", reflete.
    Autor: Juliana Calderari
    OBID Fonte: Folha de S.Paulo



    Escrito por Ataíde Lemos às 08h57
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Drogas um problema de saúde

    Drogas um problema sério de saúde

      
               Gostaria de refletir um pouco da dificuldade existente em convencer alguém que esteja inicialmente fazendo uso de drogas parar como também a dificuldade daquele que já se encontra dependente conseguir deixa-la.

              Pois bem, o que leva alguém manter uso de drogas é o beneficio emocional e orgânico (pré-disposição) existente na grande maioria das pessoas. Certamente, o beneficio inicialmente sentido por aquele esteja no inicio de uma dependência é o emocional, isto é, seu uso leva a pessoa sentir-se um bem estar, um alivio psicológico, um aumento na adrenalina, e isto o faz sempre recorrer a ela quando sente uma necessidade emocional. Outro fator é que, na fase inicial as drogas usadas comumente são a maconha, bebida onde o adolescente, o jovem têm a falsa idéia que são drogas mais leves. É preciso ressaltar também que o uso inicial não é continuo, levando o usuário imaginar que tem controle sobre ela. 

              Abrindo um parêntese; não é difícil de entender porque o adolescente não escuta as pessoas em relação ao mal provocado pelas drogas na fase inicial, pois nesta fase a droga não dá sensação para o usuário de dependência, pelo contrario, ela proporciona um bem estar, ainda que saibamos que seja ilusório. Outro fator também é a maneira que ela é abordada aos adolescentes usuários indo contra ao que ele sente, ou melhor, o que ele concebe ao fazer o uso. Enfim, o discurso usado para não se usar drogas é contraditório em seu pensamento.
     
                Portanto, infelizmente, na fase inicial da dependência o usuário não dá ouvidos aos malefícios que a droga provoca devido ele mesmo não conseguir perceber seus efeitos biológicos. Não perceber sua mudança de comportamento e também a mudança de seu estado psíquico. Portanto é muito difícil reverter um adolescente ou jovem usuário a deixar de fazer uso de drogas nesta fase.
     
                Pois bem, o usuário somente perceberá que está dependente quando de fato já se encontrar comprometido biológico, social e emocionalmente. No entanto, quando este atinge tal estado, ocorre contrariamente da fase inicial, seu sistema nervoso central (SNC) está completamente dependente a ponto do dependente estar comprometido muitas vezes até psiquiatricamente e assim, com sérios problemas que não lhe permite mais uma sobriedade permanente.
     
                Quando os profissionais da saúde afirmam da dificuldade de alguém deixar as drogas é levando em consideração todo um quadro de comprometimentos seja de ordem biológica, psíquica ou mesmo psiquiátrica de alguém que durante anos, décadas enviou drogas ao SNC comprometendo-o e modificando toda sua estrutura de organização e funcionamento. 

                Em suma, quando se fala em dependência química deve ser levados a sério pelos adolescentes, jovens, famílias e sociedade de um modo geral, pois quando se diz que é um caminho sem volta não é alarmismo, não é terrorismo psicológico e sim, é uma constatação, enfim, é a mais crua realidade. Pois um iniciante nas drogas não dá ouvidos e continuará a fazer o uso até tornar-se dependente e, aqueles que já se encontram dependentes muitos deles não conseguem mais força biológicas e nem psíquicas para deixa-las. Isto tanto é verdade que segundo a Organização Mundial da Saúde, pouquíssimos são aqueles que conseguem sair das drogas. 

              Não quero ser pessimista nestas afirmações, mas sim realista diante o grande problema que são as drogas devendo ser levado a sério pelo Estado, mas também pela família quanto à informação sobre dependência química para que assim, procurem trabalhar melhor na educação de seus filhos evitando-os a recorrerem à elas. 

    Ataíde Lemos: Escritor e Poeta
    Livros: O Amor Vence as Drogas;
    Drogas Um Vale Escuro e Desafio para Família;
    Para adquirir entrar em contato


    Escrito por Ataíde Lemos às 11h22
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     

    Livros Sobre Drogas



    Escrito por Ataíde Lemos às 11h20
    [] [envie esta mensagem
    ] []


     

     
    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]